

Leia o artigo Como funcionam os motores dos carros da HowStuffworks, e você saberá como funciona um motor a gasolina de 4 tempos básico. O pistão passa pelos tempos de admissão, compressão, combustão e escapamento a cada duas voltas do virabrequim. Quando seu cortador de grama está em marcha-lenta, você pode ouvir o som de "pop-pop-pop-pop" dos tempos individuais. Na verdade, o que você está ouvindo é o som dos gases comprimidos no cilindro sendo liberados quando a válvula de escapamento se abre. Cada "pop" é o som correspondente à válvula de escapamento abrindo uma vez, e isso acontece a cada duas voltas do virabrequim.
Em um motor de dois cilindros horizontais opostos, os pistões são sincronizados para que haja uma explosão num giro do virabrequim e a outra no próximo. Portanto, há uma explosão a cada volta do virabrequim. Isso parece lógico e dá ao motor uma impressão de equilíbrio. Para fazer esse tipo de motor, o virabrequim tem dois mancais de biela separados, um para cada biela, posicionados a 180º um do outro.
Um motor Harley tem dois cilindros e, claro, dois pistões, mas há somente um mancal de biela no virabrequim, e as duas bielas estão conectadas neste mesmo mancal. Essa solução, combinada com a disposição em V dos cilindros, impede que as explosões ocorram em intervalos regulares. Em vez de uma explosão a cada 360º, num motor Harley funciona a coisa assim:
Em marcha-lenta, você pode ouvir o som "pop-pop" seguido por uma pausa. Por isso, seu som é "pop-pop"..."pop-pop"..."pop-pop". Este é o som exclusivo que você ouve!





Para encarar a estrada muitos motociclistas precisam de pretexto e de companhia. Então, no sábado, 2 de agosto, mais de 200 harleyros rodaram de São Paulo até Aparecida, que fica no Vale do Paraíba, a 160 km da capital, para acompanhar a missa comemorativa dos 80 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Para esta missão sacra, foi convocada a HD Softail Deluxe, a moto mais retrô da linha norte-americana à venda no Brasil.
Com pista livre o tempo inteiro, já que o grupo foi escoltado pelos batedores da PRF, a Deluxe desfilou tranqüilamente pela rodovia Presidente Dutra.
No melhor estilo anos 1950, essa Harley chama a atenção pelo seu visual: pintura em duas cores, pneus faixa branca, faróis auxiliares, pedaleiras plataforma para o piloto, pára-lamas encorpados, lanterna traseira estilo “capelinha”, banco tipo sela e muitos cromados.
Na parte ciclística, receita tradicional: garfo telescópico na dianteira e amortecedores hidráulicos montados horizontalmente e escondidos sob o motor. Na estrada, o conjunto atua em perfeita harmonia, copiando bem as irregularidades do piso.
Como esta moto não foi feita para correr, mas sim para curtir cada momento, cada paisagem, a HD Deluxe conta com disco simples em ambas as rodas. O sistema está de acordo com sua proposta estradeira e mais “easy-rider”.
Motor
A moto está equipada com o tradicional motor “V2” da Harley-Davidson. O propulsor, todo cromado, esbanja força: são 12,23 Kgf.m de torque máximo já nas 3300 rpm. Ou seja, a moto tem muito torque em baixas rotações, nas “arrancadas”, como também nas retomadas.
Neste passeio até Aparecida, a moto rodou na velocidade de cruzeiro de 100 km/h. Para ajudar nesta missão, o Twin Cam 96, de 1584 cm³, conta com injeção eletrônica de combustível e câmbio de seis velocidades. Detalhe: a sexta é over-drive, ou seja, na última marcha parece que acalma o motorzão V-Twin, que trabalha com giro mais baixo, oferecendo conforto e economia.
Falando nisso, o consumo médio foi de 20 km/l. Detalhe: o propulsor é o mesmo que equipa a linha Touring (Road King, Electra Glide e Ultra Classic). Está apoiado em coxins e sem balanceiro e, assim, a vibração do motor em marcha lenta é minimizada com a moto em movimento.
Conforto
Para quem está pilotando, a moto é bastante confortável. O motociclista vai sentado em um belo banco tipo sela, de espuma densa, e pode ficar horas sobre essa máquina. Já a garupa, coitada da garupa. A carona fica se equilibrando sobre uma “marmita”, com espuma dura e estreita (coitada da Simone, minha esposa, que encarou este desafio bravamente). Ainda bem que a HD têm uma infinidade de acessório para deixar a Deluxe mais “família”. Se você, mototurista, viaja sempre acompanhado, a dica é substituir o banco original por outro mais largo, como o da H-D Fat Boy. Além disso, a instalação do encosto (sissy-bar) e, assim, a viagem vai ser mais prazerosa. Como item de série, a Deluxe traz um prático bagageiro.
No painel de instrumentos, colocado sobre o tanque de combustível, o motociclista terá várias informações: Velocímetro eletrônico com hodômetro total e dois parciais, relógio, farol alto, luzes indicadoras do ponto morto, de baixa pressão do óleo e reserva; piscas, luz de diagnóstico do motor, sistema de segurança e sexta marcha (overdrive). Quando acionada, o número “6” aparece no canto inferior direito do painel.
A moto tem garantia de dois anos sem limite de quilometragem. A primeira revisão é feita com 1.600 km; as seguintes, a cada 8.000 km.
Ficha Técnica
Motor: Dois cilindros em “V”, Twin Cam 96, refrigerado a ar

